Roberta Spindel regrava “Mais uma Vez” com Rodrigo Suricato

0
59
Tempo de leitura: 2 minutos

Na pandemia, a cantora Roberta Spindel se agarrou na mensagem escrita por Renato Russo para melodia de Flávio Venturini

Renato Russo tinha acabado de vir do lançamento de um dos mais primorosos álbuns da Legião Urbana, “Dois”, quando esbarrou com Flávio Venturini e falou para ele que era fã de sua banda, a 14 Bis. Renato encontrou Flávio dedilhando uma melodia e se ofereceu para escrever a letra.

“Fiz como se fosse o pai falando para o filho durante uma tempestade”, disse ele ao apresentar Mais Uma Vez ao novo parceiro. Com versos como “Mas é claro que o sol vai voltar amanhã / Mais uma vez, eu sei / Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã / Espera que o sol já vem”, a mensagem é clara. E foi nela que Roberta Spindel se agarrou logo nos primeiros momentos da pandemia de Covid-19, que fez ela e gente do mundo todo ficar confinado dentro de casa, isolados de suas atividades e longe dos palcos.

Aposta de Caetano Veloso em 2011, compositora de mão cheia e intérprete de diversos grandes nomes da MPB, a cantora enxergou a luz no fim do túnel e convidou Rodrigo Suricato para regravar com ela Mais Uma Vez. Com arranjo assinado por Rodrigo Suricato e Fabrício Matos e produção de Fabrício e Lúcio Fernandes Costa, o single foi lançado junto com o clipe oficial.

Assuntos Relacionados

“Quando a pandemia começou, eu estava totalmente confinada. Essa música fala de confiança. Quando a gente sabe o que vai acontecer, é mais fácil confiar. Ela trouxe uma luz naquele momento em que não sabíamos o que ia acontecer. Renato Russo estaria completando 60 anos e eu refleti muito sobre como ele nos toca com verdades. Tem artistas que trazem uma poesia linda, mas ele acessa essa essência com muita simplicidade, o que acho que acaba sendo um lugar complexo, e por isso tão bom”, diz Roberta Spindel.

A liberação para o registro foi dada por Venturini e, após Roberta enviar uma versão em voz e violão para sua apreciação, pelo herdeiro de Renato Russo, Giuliano Manfredini. Participaram da gravação Lourenço Monteiro na bateria, Rodrigo Tavares nos teclados, Fabrício Matos na programação e no violão, além de Rodrigo Suricato no violão e na guitarra barítona. A masteirzação ficou por conta do mestre Ricardo Garcia, na Magic Master.

“Eu já conhecia o Rodrigo, gosto dele como pessoa e como artista. E gosto muito do estilo dele, do que ele acrescenta para a canção. O que poderia emprestar para a canção, ele emprestou. Rodrigo trouxe muito dele para o universo”, comenta Roberta.

Ao melhor estilo Russo e Venturini, Spindel e Suricato fazem um belo dueto e deixam marcas na história da pandemia que nem Renato Russo deixou. A leitura da dupla carioca virou um folk contemporâneo, distanciando-se da original (registrada pelos autores no álbum do 14 Bis “Sete”, em 1987) e do registro de Renato produzido especialmente para o álbum póstumo “Presente” (2003). A faixa é o primeiro lançamento de Roberta Spindel no selo Algorock, que prevê ainda uma série de outras gravações da cantora.

Advertisement