Presidente do Podemos defende união da terceira via em torno de Moro

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A presidente do Podemos, deputada Renata Abreu, que vem trabalhando a candidatura do ex-ministro Sergio Moro à Presidência da República, disse, em entrevista ao Metrópoles, acreditar que as candidaturas da terceira via devem convergir para um só nome. O nome, segundo ela, seria capaz de enfrentar a polarização entre o atual presidente Jair Bolsonaro e o petista Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.

A deputada apontou que os partidos terão que ter a “inteligência” de abrir mão de seus nomes como cabeça de chapa, em função de composições que tenham capacidade mudar o rumo da eleição.

“Os partidos terão que ter a capacidade de compreender quem tem mais possibilidades. Essa é a questão”, disse a parlamentar, atenta à temporada de lançamento de nomes pelas legendas.

“Cada um vai construindo seus nomes. Quem tiver mais viabilidade vira o candidato. Agora, sinceramente, o Moro já largou com dois dígitos”, destacou. “A terceira via quer alguém que combata os extremos e eles tem apreço um pelo outro”, observou.

Renata disse que tem mantido conversas com o presidente do PSDB, Bruno Araújo, mas que espera a conclusão das prévias do partido para retomar o diálogo.

“O leque de alianças é dentro do grupo da terceira via. É o que estamos buscando, Agora tem que ter essa inteligência de todos. Tem que tem essa inteligência do PSDB e do Podemos. Alguém terá que abrir mão se quiser compor”, avaliou. “O ideal é que tenha uma convergência”, destacou.

Ciro Gomes

Nesse rol de nomes que estão sendo colocados, Renata Abreu aponta apenas a candidatura de Ciro Gomes (PDT) como necessária para seguir em frente. Isso porque, segundo a deputada, ela é capaz de “roubar votos da esquerda”, ou seja, de tirar votos de Lula.

“Tem um dos candidatos que pega voto da esquerda, que é o Ciro. A candidatura do Ciro é importante sair e entendo que é boa no sentido de evitar os extremos totais”, destacou.

Nesta quinta, o Podemos formalizou a filiação de mais um ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro: o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que ocupou a Secretaria de Governo, até junho de 2019. No seu discurso, após a filiação, Santos Cruz, enfatizou a necessidade de não se “criminalizar a política” e de de restabelecer o “respeito na política brasileira”.

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